Só pra você que está aí, achando que esse blog morreu, se divertir um bocado: o trailer de “Inglorious Plummers”, paródia do novo filme do Tarantino, “Inglorious Basterds”.
Passando pela Fnac Paulista hoje à tarde, dei graças a Deus por ter comprado o PS3 ao invés do XBox 360:

3RL – 3 Red Lights – as três luzes vermelhas da morte fizeram mais uma vítima! Até quando, meu Deus? ATÉ QUANDO????????
A tecnologia de hoje em dia ainda não nos permite viajar no tempo. Mas isso não quer dizer que não seja possível trazer a infância de volta. Lembra da primeira vez em que você viu aqueles dois caras em roupas de karatê se batendo e, de repente, soltando fogo das mãos? Daquele grandalhão verde que, pra surpresa de todos, vivia no Brasil, e daquele barbudo que vivia numa tal de YUESSESSAR? De todos aqueles lutadores, tão distintos e carismáticos, que embalaram nossas tardes, consumiram nossas mesadas e nos tornaram os homens e mulheres que somos hoje? Pois eles voltaram, e, junto com eles, nossas infâncias e sonhos.
(Música de Independence Day)
Street Fighter 4 é sem dúvida o jogo mais revolucionário da série desde Street Fighter 2. É claro que depois desse tivemos jogos excelentes, como Street Fighter Alpha 3 e a subestimada série Street Fighter 3. Mas cada uma dessas procurava inovar e se tornar algo maior. Talvez até tenham conseguido, mas Street Fighter 4 é justamente o contrário. Toda a tecnologia da atual geração de consoles foi usada para resgatar as origens da série. O jogo é todo modelado em 3D, mas a câmera praticamente fica imóvel durante as lutas, salvo combos e golpes especiais. Isso faz com que todo o jeitão seja de um bom e velho jogo 2D!

Usando o Focus – Lindo!
A direção de arte é incrível. Não tem os excessos da série Versus, os personagens ficaram muito fiéis em suas versões 3D, e todos os golpes clássicos tiveram suas execuções inalteradas. Meia-lua + soco é hadouken. Meia-lua pra trás + chute é “téks téks trugen” e não se fala mais nisso. Tem muito espaço pra novidade também: o ataque FOCUS quebra defesa e é de uma execução linda: ele deixa um rastro de tinta preta na tela (à la Okami), como se o golpe fosse a pincelada de uma obra de arte.
Os novos personagens, Abel, C.Viper, El Fuerte e Rufus se encaixam perfeitamente nesse novo capítulo da série. Abel é uma mistura de Ken com Zangief. C.Viper é seguramente uma das personagens mais bonitas do jogo, apesar de parecer ter saído diretamente de The King of Fighters. El Fuerte é um mexicano engraçado e performático tipo Nacho Libre, e Rufus engana muito com seu visual avantajado: o gordão é rápido pacas.

A bela C. Viper
O nível de dificuldade vai de Easy até Hardest, passando por Medium e Medium-Hard. O chefão do jogo é o andróide Seth, um azulão careca que lembra o Dr. Manhattan. É uma das poucas coisas que não gostei no jogo. Não sei, assim como o chefão Gill de Street Fighter 3, falta carisma.

O chefão, Seth – tá mais pra Dr. Manhattan
Quase tudo é perfeito
Assim como Seth, que não tem o mesmo carisma dos chefões old school como Akuma ou mesmo Bison, alguns detalhes, ainda que contornáveis, me incomodaram um pouco. O primeiro são as animações em estilo anime que introduzem os personagens. Me pareceram meio sem propósito, pois o traço é muito diferente do empregado no jogo, e a animação não é lá aquelas coisas. Outro detalhe menor é a dublagem dos personagens, que por default é em inglês. Cara, não rola ver o Ryu falando inglês, ainda mais com um sotaque americano carregadíssimo. Felizmente, dá pra mudar o áudio para japonês, inclusive das músicas, que ficam muito melhor na língua nipônica. Os loadings são um pouco lentos, mas melhoram muito se o jogo é instalado no HD.
Agora, uma coisa que me irrita desde Capcom Vs. SNK é o MALDITO narrador! “This is gonna be a hell of a fight!” – “Who’s gonna win?” – “I f*** my uncle!” (isso ele não fala). Ah, cara, whatever! Cara mais chato!
Ah, pro inferno! É Street Fighter, oras!
Mas nada disso consegue ofuscar a grandiosidade desse jogo. A Capcom prometeu, e Street Fighter 4 tem tudo para repetir novamente a façanha das encarnações anteriores, e definir um novo patamar de qualidade nos jogos de luta. Quem cresceu gastando fichas em fliperamas, ou jogando nos consoles de 16-bit tem a obrigação de comprar SF4. E que venha a Champion Edition!

O designer Harrison Krix, de Atlanta, resolveu criar uma réplica da seringa de uma das personagens mais macabras dos games: as Little Sisters, de “Bioshock”.
O cara recriou cada detalhe, com ADAM dentro e aspecto sujo. Ficou perfeita. Agora só falta arrumar um figurino e criar uma fantasia para a sua namorada usar no Halloween. Não? Ninguém?
Veja mais fotos no blog de Harrison Krix.


A Tilibra convidou o Save Game para conhecer a série de cadernos Warland, inspirada no universo do clássico “Warcraft”. São 4 capas diferentes, divididas entre Humanos e Orcs.
Acontece que Warland não é apenas um caderno, e sim um jogo ambulante. O caderno vem com 12 cards, dois tabuleiros que formam o campo de batalha e as regras do jogo.
Além disso, a Tilibra também criou um game online. Você escolhe um dos lados e cai na luta para conquistar pontos. O vencedor do jogo ganhará um Playstation 3, e o ranking dos 10 melhores jogadores será impresso na coleção Warland 2010.
Bacana, não? Então joga aqui e boa sorte.

Chega de moleza aqui nesse blog, hora de tirar a poeira e começar 2009. Mas isso não quer dizer que eu tenha parado de jogar nessas últimas semanas, estou viciado em “Fallout 3″, por exemplo.
Só que o assunto do post não é esse. Assim como milhares de jogadores ansiosos, eu baixei a versão demo de “Resident Evil 5″, disponível desde o dia 26 de janeiro. Mas apesar do hype todo em torno do game, eu não me empolguei.
Acompanho a série desde o título original, e lembro da minha cabeça explodindo com a ótima versão para o Nintendo 64, mas esse RE5 me parece o mesmo jogo de sempre com gráficos da nova geração. Pelas imagens e vídeos eu esperava algum tipo de jogabilidade inovadora, pelo menos em se tratando de RE.
Sim, eu sei, é só um demo e posso queimar a língua, mas esperava algo diferente. Acho que as horas e horas jogadas da série “Gears Of War” me fizeram colocar o sarrafo lá em cima, se é que você me entende.
Também não consegui jogar online. Fiquei vários minutos tentando conexão com algum outro jogador, mas não rolou. Será o modo cooperativo o grande trunfo de Resident Evil 5? Veremos.
Você que também jogou a versão demo, o que achou?
O Fábio Bracht do Continue >>, o melhor blog de games do Brasil, convocou e o Save Game vai entrar nessa. Seguem abaixo os meus votos para a Eleição Social Blogueira dos Melhores Games de 2008.
São três categorias. Lá vai:
JOGO DO ANO: Grand Theft Auto IV

Eu não quero ser polêmico e nem diferente, vou ser clichê mesmo: GTA IV não só é o melhor jogo do ano, como provavelmente é o melhor da década. Esse meu sentimento pode ser resumindo em um post que fiz meses atrás, quando terminei o jogo. GTA IV é simplesmente uma experiência de vida.
Eu coloco menções honrosas nessa categoria para “Gears of War 2″ e “Super Mario Galaxy” (foi lançado em novembro de 2007, eu sei, mas só joguei em 2008), que também são duas obras primas feitas de bits. São dois jogos que poderiam perfeitamente figurar, sem nenhuma injustiça, no posto de melhor do ano.
Só que eu resumo da seguinte forma: se existisse um único game que alguém devesse jogar na vida, apenas um, esse seria GTA IV. Simples assim.
DECEPÇÃO DO ANO: Star Wars: Force Unleashed

Não que seja ruim, mas aqui vale a regra do hype, da expectativa exagerada. Eu acompanhei as notícias, joguei a versão demo e a minha cabeça explodiu. Controlar um Jedi (Sith, que seja) com todos os seus poderes e usar telecinese para arremessar tudo pra longe parecia o sonho de qualquer outro game baseado na franquia de George Lucas, mas foram boas idéias mal aproveitadas.
“Star Wars: Force Unleashed” até diverte no começo, mas cansa, e cansa rápido. Fases praticamente iguais, sem inspiração, problemas irritantes de câmera e jogabilidade mandam o hype todo pelo ralo. Foi um dos poucos jogos que comecei esse ano, e que não tive paciência de terminar.
MELHOR NOTÍCIA DO ANO PARA O BRASIL: Zeebo

Ainda que se discuta a qualidade do produto e se façam comparações com outras plataformas (o que obviamente não deveria acontecer, já que são propostas diferentes), não dá para não considerar o lançamento do Zeebo, um videogame brasileiro, como a melhor notícia do mercado de games nacional.
Com a promessa de democratizar o acesso aos consoles e uma plataforma online de games, o Zeebo deve sim ser comemorado. Pode ser a porta de entrada para o universo dos jogos para as crianças e adolescentes de baixa renda (ainda que o preço esteja fora da realidade) e a criação uma cultura em torno games no Brasil.
Gênio
E por falar em Mario Kart, esse maluco francês saiu pelas ruas de Paris jogando cascas de bananas e comendo cogumelos.
Hit viral da semana.
Esse cara é gênio. Se liga na música que ele fez, uma canção de amor que tem Mario Kart como inspiração.
Presta atenção na letra. Algumas partes: “You be my princess, I’ll be your Toad, I’ll follow behind you on Rainbow Road, protect you from red shells wherever we go. I promise. Don’t worry about Bowser or DK. Eat this glowing mushroom and they’ll all fade away.”