
Em entrevista ao site IGN, Cevat Yerli, alegou que devido ao alto indíce de pirataria existente em jogos para computador, sua produtora, a Crytek, não fará mais jogos exclusivos para essa plataforma. De acordo com o alto executivo, para cada jogo original, 20 cópias piratas são comercializadas.
Embora Crysis tenha vendido consideravelmente, Cevat chamou de bizarra a proporção de vendas entre originais e piratas. E Warhead, novo jogo da franquia Crysis, vem para pôr a prova essa exclusividade, antes dada aos PCs. Jogos para Xbox 360 e Playstation 3 estão sendo desenvolvidos pela companhia, mas não se anime tanto, nenhuma versão de Crysis faz parte desse plano de abrangência, ao menos não por enquanto.
Não sei se o executivo está correto em seus comentários, ou sou eu quem frequenta demais a Santa Efigênia? Para mim há muito mais jogos piratas para consoles do que para PCs, até mesmo pela quantidade de lançamentos inerentes a cada plataforma. Ou então ele realmente desconhece políticas de impostos abusivos como a brasileira, que fazem do acesso a produtos originais, uma prática quase inatingível. Sem mais.
7 comentários para "Proporcionalmente abusivo"
Concordo, ele realmente nao deve conhecer os impostos brasileiros. Se conhecece nao faria esses comentarios.
Na verdade, acho que isso é, além de um puxão de orelha, uma forma mais amena de dizer:
“Nós vamos fazer para consoles também por que queremos triplicar o volume de vendas. Nada pessoal, jogadores de PC, mas agora podemos explorar novos mercados.”
Mas hoje em dia, usar frases que demonstrem o quão capitalista a sua empresa realmente é está fora de moda. Da impressão que você é um vilão e come criancinhas.
Sei lá. Provavelmente estou sendo ingenuo ao dizer isso, mas talvez o mercado de jogos pra PC no exterior seja mais pirateado que o de consoles… Vai saber?
M.K.
Conconrdo com o Vini, mas além disso, tenho a impressão que jogos pra PC são mais pirateados.
Os jogos de Playstation X e 2 e Nintendo DS são multiplicados na internet à reveria, mas aqui em Porto Alegre não vejo jogos de Wii, Xbox 360 ou PS3 sendo falsificados…
É verdade M.K., quando redigi o post o fiz analisando o mercado brasileiro, exclusivamente. Um erro? Talvez. Mas pensando em jogos como GTA IV, que teve uma cópia que vazou e se espalhou por toda a Europa e América do Norte, dias antes de seu lançamento, prova que o mercado paralelo também tem seu espaço em âmbito internacional, digo, em relação a países desenvolvidos. Não se restringindo apenas a Brasil, China, Índia, Russia e Vietnã, onde o indíce de pirataria é altíssimo.
Um cara que tem grana pra rodar o Crysis no PC, tem grana pra comprar o jogo original. Inclusive, a maior parte das pessoas que eu conheço que tem o jogo, compraram o original mesmo para ter acesso a vantagens como suporte multiplayer via internet.
Se eles se preocupassem mais em tornar o jogo atraente para partidas online, não precisariam se preocupar tanto com a pirataria.
Vide o sucesso que alguns MMORPGs fazem.
Pergunta se a blizzard tá preocupada com pirataria no World of Warcraft.
Esse turco-alemão tá precisando dar um passeio pelo mercado informal.
Aproveitando o tema, fui esta semana ao camelô e pedi se tinha jogo de XBOX360 (queria ver se meu console era desbloqueado ou não, pois até então só rodei jogos originais nele…):
- Tem jogo de XBOX?
- Ahn? É de PC ou PS2?
- Não, é pra XBOX…
- Mas é de computador ou playstation?
Acho que os piratas estão um pouco atrasados tecnologicamente falando…
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