Levei ao menos dez minutos para decidir pelo título desse post. Foi então que, diante do termo imbatível, cheguei a conclusão de que não havia nada mais apropriado. Street Fighter 2 está para os games, sejam de luta ou de qualquer outro gênero, como Matrix está para os cinemas, um divisor de águas.

Mas por que falar sobre Street Fighter 2 dessa maneira? Você deve estar se perguntando. Porque a Capcom divulgou recentemente uma lista de seus jogos que venderam mais de um milhão de cópias e Street Fighter 2 e suas variações (Turbo, Hyper Fighting e Plus) venderam aproximadamente 15 milhões de unidades.

É um número exorbitante, ainda mais se levado em conta à época de seu lançamento. E não temendo soar nostálgico, Street Fighter 2 reinou em uma era onde você fazia amizades só para tomar fitas emprestadas. Onde fliperama era coisa de maloqueiro, lugar habitado por aliciadores de crianças indefesas e cabuladores de aulas. A escória se rendia perante meias luas e socos que se transformavam em hadoukens.

Street Fighter 2 era mesmo imbatível. Hoje não sei se conseguiria jogá-lo por muito tempo, mas tão certamente, não hesitaria demonstrar qualquer empolgação se encontrasse por aí aquela versão modificada da qual os Shoriukens do Ken também continham magias.

Em tempo, na lista da Capcom, Resident Evil 2 aparece em 2º lugar, com 4,96 milhões de cópias; Monster Hunter Portable 2nd G, um fenômeno para o portátil da Sony no Japão e recentemente lançado aparece em 6º, com 2,4 milhões de unidades comercializadas, enquanto jogos como Alladin e Duck Tales figuram em 15º e 17º respectivamente.