
Levei ao menos dez minutos para decidir pelo título desse post. Foi então que, diante do termo imbatível, cheguei a conclusão de que não havia nada mais apropriado. Street Fighter 2 está para os games, sejam de luta ou de qualquer outro gênero, como Matrix está para os cinemas, um divisor de águas.
Mas por que falar sobre Street Fighter 2 dessa maneira? Você deve estar se perguntando. Porque a Capcom divulgou recentemente uma lista de seus jogos que venderam mais de um milhão de cópias e Street Fighter 2 e suas variações (Turbo, Hyper Fighting e Plus) venderam aproximadamente 15 milhões de unidades.
É um número exorbitante, ainda mais se levado em conta à época de seu lançamento. E não temendo soar nostálgico, Street Fighter 2 reinou em uma era onde você fazia amizades só para tomar fitas emprestadas. Onde fliperama era coisa de maloqueiro, lugar habitado por aliciadores de crianças indefesas e cabuladores de aulas. A escória se rendia perante meias luas e socos que se transformavam em hadoukens.
Street Fighter 2 era mesmo imbatível. Hoje não sei se conseguiria jogá-lo por muito tempo, mas tão certamente, não hesitaria demonstrar qualquer empolgação se encontrasse por aí aquela versão modificada da qual os Shoriukens do Ken também continham magias.
Em tempo, na lista da Capcom, Resident Evil 2 aparece em 2º lugar, com 4,96 milhões de cópias; Monster Hunter Portable 2nd G, um fenômeno para o portátil da Sony no Japão e recentemente lançado aparece em 6º, com 2,4 milhões de unidades comercializadas, enquanto jogos como Alladin e Duck Tales figuram em 15º e 17º respectivamente.
8 comentários para "O imbatível Street Fighter 2"
Ué, pelo que eu lembro, os fliperamas da época não eram nem de longe tão assustadores quanto os poucos que vemos hoje em dia. Minha irmã ia jogar Street Fighter II na locadora sozinha. Hoje em dia, EU não tenho a manha de entrar em alguns bares com máquinas aqui perto de casa…
E a versão alterada era a melhor! Só ficar rodando o controle pra encher a tela de hadoukens!
É, SF2 é um clássico. Vamos ver se a quarta versão vai conseguir alcançar o mesmo patamar…
Talvez porque ela fosse à locadora, Uehara. Lembro que naquela época até os fliperamas de shopping eram obscuros, infestados pela fumaça de cigarro e com sujeitos extremamente suspeitos no concernente à negociação de psicotrópicos.
Já pensei nesse mesmo assunto e cheguei à conclusão de que ter sido pré-adolescente ou adolescente no começo dos anos 90 não pode mais ser descrito em palavras quando se trata de SF II. Não há como não ser nostálgico. Você ouvia torcidas e espectadores ao travar um embate; hoje em dia, a atmosfera do momento é toda virtual, ou seja, os “pega ele!” e “desce o braço!” são todos através de mensagens no cenário de Counter-Strike ou World of Warcraft.
Imbatível foi a palavra mais adequada! Perdi muuuuuitas aulas para jogar SF2. Hj não sou muito bom em matemática, mas com certeza fui uam criança feliz…
Faltou menções honrosas ao “Tiger Robocop” do Sagat e ao “ataquedascoruja” giratório do Ryu e do Ken. Vou chegar em casa e jogar. :^)
*Faltaram* Empolguei e matei o idioma.
Bom, que o game marcou época eu não discordo ; se a Capcom divulgou esses números e eles são verídicos , quem sou eu pra discordar; mas falar que ele foi um divisor de águas , aí sinceramente não vejo base para tal. Em minha vida de gamer , realmente Street fez parte e também cheguei á gastar muito dinheiro com fichas para jogá-lo nos fliperamas ( aliás , tinham até botequins por aqui com máquinas de Street ! ). Mas não o considero e não imagino ser um divisor de águas.
eu guero manha de streetfighter
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