A tecnologia de hoje em dia ainda não nos permite viajar no tempo. Mas isso não quer dizer que não seja possível trazer a infância de volta. Lembra da primeira vez em que você viu aqueles dois caras em roupas de karatê se batendo e, de repente, soltando fogo das mãos? Daquele grandalhão verde que, pra surpresa de todos, vivia no Brasil, e daquele barbudo que vivia numa tal de YUESSESSAR? De todos aqueles lutadores, tão distintos e carismáticos, que embalaram nossas tardes, consumiram nossas mesadas e nos tornaram os homens e mulheres que somos hoje? Pois eles voltaram, e, junto com eles, nossas infâncias e sonhos.
(Música de Independence Day)
Street Fighter 4 é sem dúvida o jogo mais revolucionário da série desde Street Fighter 2. É claro que depois desse tivemos jogos excelentes, como Street Fighter Alpha 3 e a subestimada série Street Fighter 3. Mas cada uma dessas procurava inovar e se tornar algo maior. Talvez até tenham conseguido, mas Street Fighter 4 é justamente o contrário. Toda a tecnologia da atual geração de consoles foi usada para resgatar as origens da série. O jogo é todo modelado em 3D, mas a câmera praticamente fica imóvel durante as lutas, salvo combos e golpes especiais. Isso faz com que todo o jeitão seja de um bom e velho jogo 2D!

Usando o Focus – Lindo!
A direção de arte é incrível. Não tem os excessos da série Versus, os personagens ficaram muito fiéis em suas versões 3D, e todos os golpes clássicos tiveram suas execuções inalteradas. Meia-lua + soco é hadouken. Meia-lua pra trás + chute é “téks téks trugen” e não se fala mais nisso. Tem muito espaço pra novidade também: o ataque FOCUS quebra defesa e é de uma execução linda: ele deixa um rastro de tinta preta na tela (à la Okami), como se o golpe fosse a pincelada de uma obra de arte.
Os novos personagens, Abel, C.Viper, El Fuerte e Rufus se encaixam perfeitamente nesse novo capítulo da série. Abel é uma mistura de Ken com Zangief. C.Viper é seguramente uma das personagens mais bonitas do jogo, apesar de parecer ter saído diretamente de The King of Fighters. El Fuerte é um mexicano engraçado e performático tipo Nacho Libre, e Rufus engana muito com seu visual avantajado: o gordão é rápido pacas.

A bela C. Viper
O nível de dificuldade vai de Easy até Hardest, passando por Medium e Medium-Hard. O chefão do jogo é o andróide Seth, um azulão careca que lembra o Dr. Manhattan. É uma das poucas coisas que não gostei no jogo. Não sei, assim como o chefão Gill de Street Fighter 3, falta carisma.

O chefão, Seth – tá mais pra Dr. Manhattan
Quase tudo é perfeito
Assim como Seth, que não tem o mesmo carisma dos chefões old school como Akuma ou mesmo Bison, alguns detalhes, ainda que contornáveis, me incomodaram um pouco. O primeiro são as animações em estilo anime que introduzem os personagens. Me pareceram meio sem propósito, pois o traço é muito diferente do empregado no jogo, e a animação não é lá aquelas coisas. Outro detalhe menor é a dublagem dos personagens, que por default é em inglês. Cara, não rola ver o Ryu falando inglês, ainda mais com um sotaque americano carregadíssimo. Felizmente, dá pra mudar o áudio para japonês, inclusive das músicas, que ficam muito melhor na língua nipônica. Os loadings são um pouco lentos, mas melhoram muito se o jogo é instalado no HD.
Agora, uma coisa que me irrita desde Capcom Vs. SNK é o MALDITO narrador! “This is gonna be a hell of a fight!” – “Who’s gonna win?” – “I f*** my uncle!” (isso ele não fala). Ah, cara, whatever! Cara mais chato!
Ah, pro inferno! É Street Fighter, oras!
Mas nada disso consegue ofuscar a grandiosidade desse jogo. A Capcom prometeu, e Street Fighter 4 tem tudo para repetir novamente a façanha das encarnações anteriores, e definir um novo patamar de qualidade nos jogos de luta. Quem cresceu gastando fichas em fliperamas, ou jogando nos consoles de 16-bit tem a obrigação de comprar SF4. E que venha a Champion Edition!
6 comentários para "Street Fighter 4 – Review"
Cara, eu tenho o jogo pro xbox, e concordo em tudo!
o narrador é um porre, o Seth é meia boca (por isso vale não perder um round pra jogar contra o akuma).
Cheguei a pensar que só eu tivesse visto que a C. Viper é parete do Yori.
seth = seth godin on anabolics smurfs
Caarraaaaaacaaaa
Podiam portar essa relíquia para o Wii… cansei de jogos que “frente B” = especial… affff
é legal que atrai novos jogadores (meu pai se sente o máximo soltando os powers) mas giratória soco é o que há!!
Duas giratórias então… e o 360º? Sem comentários… não tem como deixar um old-gamer mais feliz do que com esses golpes dos anos 80 =)
estre jogo e um masimo
Cara, concordo em gênero, número e grau…
Estas introduções animés eu não gostei nem um pouco… eu gosto mesmo de cenas em CG. Além disso, as histórinhas são bem bobas na minha opinião =P
Tb odeio esse narrador mala do inferno… e Seth? Bah, que besteira… deixasse o Bison mesmo como Final Boss e ta ótimo =P
Em todo caso, é um jogo estraordinário! E nos dias de hoje, thanks god, não precisamos mais torrar fichinhas e ficar a tarde toda se matando no fliperama… Viva a INTERNET e o Multiplayer On-Line \o/
A propósito, quem tem PS3 e quiser tirar uns fight, meu PSN é RaelBR
Decepção viu, eles tiraram a maldade do street, vc não pode bater em rival caindo, não tem o lance de corte de golpes como no street zero 3, coisas q só fãs percebem, as mesmas q dão o dinamismo dele
Comente!